Mulher no volante



Sucesso no Itamaraty
Rita de Araújo é quem guia o chanceler Antônio Patriota pelas ruas de Brasília
Rita do Socorro

Articulada, bem – humorada e vestida de maneira elegante, Rita do Socorro Matias, de 43 anos, passa despercebida como uma das muitas funcionárias do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, em Brasília. Mas Rita Araújo tem uma função singular: ela é a motorista do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. Ela é uma das sete mulheres entre os 75 motoristas do Itamaraty.
Rita é quem guia o carro do chanceler pelas ruas de Brasília, tentando escapar da tensão do trânsito sem burlar as leis. “Às vezes fico ao imaginar toda a responsabilidade que tenho, mas o chanceler me tranquiliza quando diz que confia em mim”, conta ela.
Trabalhando para o gabinete do chanceler desde 2004, Rita acabou designada para ser a motorista do ministro há seis meses. Desde então, relata que os olhares de curiosidade e até de desconfiança são constantes.

“Os olhares são mais intensos quando estaciono o carro ou quando tenho de fazer alguma manobra. Mas não me aperto com mecânica. Não me lembro de ter passado uma situação mais difícil por não entender de algo”, revela a motorista. “Acredito que haja mais curiosidade do que preconceito. Gosto do meu trabalho e me orgulho dele”.

Para quem a observa de maneira desconfiada, Rita mostra que aprendeu lições de diplomacia com o chefe: “A direção automobilística muda muito de pessoa para pessoa. Não creio que o sexo influencie nessa atividade. É um trabalho que requer muita concentração. As estatísticas mostram que as mulheres causam menos acidentes.”

Antítese Machista
Discreto, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, teve revelado o segredo que o seu carro é guiado por uma mulher há três semanas, durante uma audiência pública no Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) parabenizou Patriota por “ter escolhido” Rita Araújo como sua motorista. Orgulhoso por ser a antítese do machista, o chanceler sorriu em sinal de aprovação.

Ao ser perguntado sobre o trabalho de Rita, Patriota é objetivo. ”Ela é uma profissional impecável”, diz. Determinado a eliminar qualquer tipo de preconceito na sua área inclusive o de gênero, o chanceler autorizou a contratação de motoristas do sexo feminino nas embaixadas do Brasil no exterior.

Em Brasília, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, também é guiado por uma mulher. Tovar não poupa elogios à sua motorista Valdeni Ferreira de Souza.

“Ela é excelente. Tem uma forma segura e rápida de dirigir. Impressionante os caminhos que ela conhece e que fazem a gente chegar logo aos lugares. É pontual, corretíssima e faz o ambiente ser sempre agradável”, diz Tovar. “Por outro lado, as mulheres conseguem ser mais delicadas ao dirigir e suaves no tratamento. Eu adoro”, orgulha-se.

Contrariando o senso comum, que domina parte do universo masculino, o porta-voz rebate as desconfianças sobre a habilidade de uma mulher ao volante. “Acho que faz toda diferença uma mulher motorista. Elas conseguem, por exemplo, manter a intimidade no limite, sem ultrapassar”, disse Tovar.

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Mulher: mais bonita em 30 minutos


Dedique este tempo diariamente para se sentir melhor


Grande parte das mulheres sente-se feliz ao se produzir para enfrentar um dia de trabalho, para passear ou ir a qualquer outro compromisso. Há dias em que essa vontade de colocar uma roupa mais elegante e bonita aflora e as combinações parecem agradar ainda mais. Um colar diferente, brincos, anéis ou qualquer outro tipo de acessório chama a atenção dos outros e levanta a autoestima de quem usa. Mas, será que só a parte estética e o vestuário são capazes de deixar a mulher mais bonita? “Não, além de se arrumar melhor, cultivar o bom humor, criar mentalmente as tarefas do dia que está por vir e sorrir, já deixa a fisionomia diferente e não há quem não repare”, afirma a psicóloga Maitê Meireles Eron.
De acordo com a especialista, em apenas 30 minutos a mulher pode ser capaz de se sentir mais bonita. “Além de se arrumar, perfumar e maquiar, é primordial que a mulher sorria para si mesma ao olhar no espelho. Dê risada, levante as sobrancelhas e abra os olhos, não deixe que sua fisionomia fique caída. Procure se espreguiçar, para que assim o dia seja ainda mais fácil de ser enfrentado”, comenta. Ela ainda explica que juntamente a todos os passos usados para ficar bonita, a mulher deve respirar profundamente ao menos três vezes antes de sair de casa, puxando o ar pelo nariz e soltando pela boca para aliviar previamente o estresse do dia.
“Qualquer mulher que se ama, isso quer dizer, que tem amor próprio, se sente segura e consegue em pouco tempo se arrumar e realçar seus traços. Obviamente que há situações em que 30 minutos não são suficientes, como em casamentos, formaturas ou qualquer outra ocasião que exija mais cuidado, mas normalmente é tempo de sobra. Atualmente, a mulher momenta prefere sair de casa com menos maquiagem e tons mais sutis e que não marcam tanto. Por exemplo, passe uma base líquida ou um pó; delineie os olhos com lápis e rímel; passe blush para deixar com aspecto mais natural e finalize com a aplicação de um batom ou gloss de sua preferência”,  sugere a cabeleireira e maquiadora Bruna Nascimento.
Contudo, use e aproveite ao menos 30 minutos diários durante a sua rotina para cuidar de você. “Pare para pensar na melhor maneira de conquistar algo que seja tão almejado; desestressar; caminhar ou qualquer outra atitude que a fará uma pessoa melhor e sirva de base para dar incentivos na vida. Nem sempre é preciso gastar dinheiro para se tornar mais bela. A primeira mudança vem de você mesmo, de seus pensamentos e atitudes”, finaliza Maitê.

Fonte: Arcauniversal

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Lidar com a velhice é complicado para as mulheres


Porque sempre se preocuparam com a beleza





Lacinho combinando com o vestido, cabelo bem escovado, roupas bem alinhadas. Desde pequena a menina recebe dos pais, e principalmente da mãe, um cuidado às vezes excessivo com a beleza, deixando a criança impecável. Para a psicóloga Kátia Lopis, é esse o início da vaidade, a origem da preocupação com a velhice.
“A criança cresce com esse cuidado pela beleza inserido dentro dela, de que tem que ser vaidosa e que nada nela é básico. E, ao se tornar mulher, desenvolve a competitividade, em que uma é mais bonita que a outra e o diferencial é o mais importante”.
É dessa forma que aparece a preocupação com o seu desenvolvimento como um todo. “Com o corpo e com o intelecto. Mas muitas focam apenas na imagem corporal, no que elas veem no espelho, esquecendo-se da beleza interna”, explica Kátia.
Essa busca desenfreada pela beleza as faz esquecer que o tempo passa para todos. “A mulher começa a pensar que pode não envelhecer, apesar de desejar ver o crescimento dos seus filhos, ter a família grande, desenvolver o amadurecimento. Porém, quer ficar do jeito que está, não quer que aquela imagem do espelho suma.”
Dentro do padrão
Para lidar da forma correta com a terceira idade, é preciso entender algumas coisas. “Ela deve ter consciência que o tempo passou, que o ciclo da vida está acontecendo, que nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Não dá para fugir disso, a não ser que aconteça alguma doença ou uma fatalidade que quebre este ciclo”, ensina ela.
Kátia ressalta que problemas podem acontecer quando a mulher não tem atitudes pertinentes à sua idade cronológica. “Ela tem que acompanhar com a cabeça e de acordo com os padrões estabelecidos pela sociedade. A maneira como ela se coloca diante da comunidade pode dar abertura a duas vertentes: a mulher pode se tornar motivo de chacota ou de admiração.”
Além disso, a psicóloga enfatiza que a mulher tem que saber ver o lado bom dessa fase da vida. “Como o amadurecimento, experiência de vida que pode compartilhar com os netos, os filhos, contribuindo dentro da família de uma forma positiva. A pessoa se torna mais sensata, sábia, não atropela nada e não mete os pés pelas mãos.”
Mas, apesar da chegada da terceira idade, a vaidade não pode ser deixada de lado. “Ela tem que se cuidar, fazer uma atividade física, ter lazer, um grupo de amigos que se encontre e que coloque a mente em funcionamento. Não deve achar que envelheceu e enferrujou. Deve manter um ritmo de vida, com objetivos a serem alcançados”, finaliza Kátia.

Fonte:Arcauniversal

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OAB aprova moção de elogio a delegada que protege mulher de violência

Brasília – O Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhará ofício com moção de elogio à postura da delegada Vilma Alves, titular da Delegacia dos Direitos da Mulher no Estado do Piauí, pelos relevantes serviços prestados à causa da proteção à mulher no Estado. A atuação ágil da delegada, em estreita cooperação com membros do Ministério Público e do Judiciário piauiense, tem imprimido celeridade à solução dos processos e agilizado as punições a culpados por atos de violência contra mulheres.

A moção foi apresentada na sessão plenária pelo conselheiro federal da OAB pelo Mato Grosso do Sul José Sebastião Espíndola e recebeu o apoio do conselheiro pelo Piauí José Norberto Lopes Campelo. Ambos destacaram a “bravura” da delegada concursada, que é negra e de origem humilde. A moção foi aprovada à unanimidade pelo Pleno da OAB.

Fonte: Site da OAB


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Violência contra a Mulher


Brasil é o sétimo em assassinatos

Brasília está entre capitais onde há menos homicídios em que vítimas são elas


A cada duas horas, uma mulher é morta no Brasil. Na maioria dos casos, o assassino é o namorado, marido ou ex- companheiro, que mata dentro de casa, após já ter cometido pelo menos um ato de agressão. Os dados constam do Mapa da Violência de 2012 – Homicídio de Mulheres e mostram que, em uma lista de 87 países, o Brasil é o sétimo que mais mata.
Em 2010, foram 4.287 casos ou 4,4 assassinatos por cem mil habitantes. No mapa das capitais, as regiões Norte e Nordeste são as mais problemáticas. Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Boa Vista, por exemplo, têm mais de dez mortes por grupo de cem mil habitantes. Na contramão, Brasília registra 1,7. Mas, seja qual for a região, as principais vítimas são mulheres de 20 a 29 anos.
Na comparação por faixa populacional, o Espírito Santo é o primeiro do ranking. Com taxa de 9,4 mortes, representa o dobro da média brasileira e o triplo do índice de São Paulo, o penúltimo da lista. O Estado do Piauí é o menos violento, diz o estudo do sociólogo Julio Jacobo, com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
A pesquisa é a primeira a registrar estatísticas regionais e, por isso, pode ser um marco na definição de políticas públicas. “Quando o assunto é violência contra a mulher, não existe uma fórmula pronta. Por isso, é importante conhecer as realidades locais, para trabalhar cada particularidade, especialmente as culturais. Muitas toleram uma agressão em “nome da honra”, por exemplo. De toda forma, qualquer que seja o trabalho, ele deve contar com a força policial. Foi assim que o Piauí se destacou”, diz Jacobo.

Armas de fogo
Diferentemente do cenário de violência masculina, a agressão contra a mulher dificilmente acontece no bar ou no local de trabalho, mas na residência, nas ruas ou mesmo na escola. Ainda segundo o estudo, o agressor usa, em 53% dos casos, armas de fogo.
Nos últimos 14 anos, o índice nacional de homicídios de mulheres se manteve estável. A menor taxa registrada no período é de 2007, quando entrou em vigor a Lei Maria da Penha, que pune o agressor com mais rigor e assegura à mulher proteção policial e da Justiça em caso de denúncia. Foram 3.772 casos – taxa de 3,9. Em 2008, porém a curva voltou a crescer, atingindo 4,2.
PICO
Nas últimas três décadas, de acordo com o histórico do mapa, 91.932 mulheres foram mortas no Brasil. Com dados de 1980 para cá, a pesquisa mostra que o crescimento efetivo ocorreu até 1996, quando a taxa nacional atingiu o pico de 4,6. “Depois disso, temos redução dos índices, mas estão longe do ideal. No ranking internacional, o Brasil só fica atrás de El Salvador Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize”. Na lista, 44 países têm taxas iguais ou inferiores a 1.
Fonte: Jornal de Brasília


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Graxa cor-de-rosa






Cansada de ser enganada por mecânicos, empresária abre oficina em Ceilândia destinada ao público feminino e ainda oferece bônus, como serviço de manicure e aula grátis em academia



As paredes lilases da oficina mecânica fazem o visitante desconfiar de que aquela não é uma loja como as outras do ramo. O clima é de delicadeza. Banners cor-de-rosa espalhados pelo galpão oferecem promoções de serviços de beleza. Ali, quem deixa o carro para reparos pode ganhar limpeza de pele, atendimento de manicure e pedicure, além de aulas grátis em uma academia de ginástica só para mulheres. Os bônus são distribuídos sempre ás terças-feiras.
Há dois anos e meio, a moradora de Ceilândia e dona do estabelecimento Agda Oliver, 31 anos, trocou o conforto do trabalho como gerente de contas em um banco pelo batente pesado de uma oficina mecânica. A decisão veio depois de uma decepção. Ela foi enganada por um mecânico, que cobrou mais de R$500 para fazer reparos simples no carro dela. Além disso, ele incluiu na lista de peças do orçamento itens que nem sequer existiam no veículo de Agda. A motorista só descobriu a farsa depois do serviço feito e pago.
Agda já alimentava o desejo de abrir o próprio negócio havia tempo, então decidiu inaugurar uma oficina voltada especialmente para o público feminino, na qual mulher nenhuma jamais seria enganada por falta de intimidade com o assunto. “Tem mecânico que vê uma mulher chegando e já enxerga o cifrão de dinheiro, se aproveita da falta de conhecimento”, reclamou. Para se preparar, fez cursos no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e foi à luta.
No início, a oficina não era temática, voltada ao público feminino. “Me aconselharam a dar um passo de cada vez”, lembrou Agda. Depois de um ano, a empresária resolveu colocar em prática a ideia inicial. Queria contratar mecânicas, mas não encontrou mulheres capacitadas para o serviço. Contratou dois homens, sempre com sua supervisão. A oficina abriu as portas na QNM 9, em Ceilândia. “Até hoje, os clientes homens têm resistência em conversar comigo sobre conserto de carro. Acham que eu não sei o que estou dizendo. Eu nem insisto, deixo eles falarem com um dos funcionários. Existe muito preconceito”, disse Agda.
Salão de beleza
A mecânica não se abala. Volta-se para o público: as mulheres. Enquanto esperam pelo conserto do carro, elas podem fazer a unha e receber outros cuidados de beleza, ali mesmo na oficina. “Quando tenho muitas clientes no mesmo dia, elas são atendidas aqui mesmo. Em dias de menos movimento, elas ganham um vale e podem ir ao salão de beleza ou á academia”, explicou a empresária. Agda tem o plano de montar toda a estrutura de um salão no mesmo local onde trabalha. Está em busca de parceiros interessados.
As mulheres aprovam a ideia. “Estava passando aqui na frente um dia e resolvi entrar. Virei cliente. Falar com uma mulher transmite mais confiança, a gente sabe que ela entende nosso lado e não vai enganar a gente. Além disso, qual a mulher não gosta de receber um agrado, fazer a unha, limpeza de pele, tudo de graça?”, afirmou a operadora de caixa Terezinha Estácio Mendes,38 anos, moradora de Ceilândia.
Agda leva os negócios a sério e quer se profissionalizar ainda mais. Faz faculdade de administração. Esse será o segundo diploma de ensino superior conquistado por ela. O primeiro foi em sistema de informação. “Descobri minha verdadeira vocação na mecânica. Não me importo que me vejam suja, pegando no pesado. Tenho vontade de sobra pra trabalhar”, disse Agda
A dona da oficina começa a multiplicar o conhecimento. Há três meses, contratou Rayane Costa, 19 anos, como mecânica. A jovem não tinha experiência, mas se interessou em aprender. “Sou muito curiosa e não acredito nessa separação entre profissão de homem e de mulher. Se eles podem aprender, por que nós não conseguiríamos?”, questionou Rayane.
O espírito empreendedor é uma característica em alta entre o público feminino de Brasília. Elas representam 42,5% dos empreendedores da capital do país, segundo o Anuário do Trabalho da Micro e Pequena Empresa, feito pelo Sebrae, em 2010.
Fonte: Correiobraziliense

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Carmen Lúcia é a primeira mulher a assumir a presidência do TSE

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha começou a carreira como advogada, foi procuradora do estado de Minas Gerais, professora de direito constitucional e se tornou ministra do STF, em 2006, e do TSE, em 2009.


Em Brasília, esta quinta-feira (19) é dia de posse. O ministro Ayres Britto assume a presidência do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do nosso país, no lugar de Cesar Peluso. Mas a posse nesta quarta-feira (18) foi no Tribunal Superior Eleitoral. Pela primeira vez, em 80 anos da história, uma mulher assumiu a presidência do tribunal. E foi bonita a cerimônia.
Na homenagem delicada à nova presidente do TSE, o hino nacional foi tocado em uma harpa. A solenidade foi prestigiada pela presidente Dilma Rousseff, ministros, juízes, políticos e advogados. Ao deixar a presidência do TSE, o ministro Ricardo Lewandowski elogiou a sucessora: “saio da presidência do TSE confortado pela certeza de ser sucedido por uma magistrada digna, lúcida e competente”.
A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha começou a carreira como advogada, foi procuradora do estado de Minas Gerais, professora de direito constitucional e se tornou ministra do Supremo Tribunal Federal, em 2006, e do TSE, em 2009.
A primeira mulher a comandar o Tribunal Superior Eleitoral assumiu o cargo 80 anos depois que as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil.
No discurso, Cármen Lúcia falou do desafio de dar mais agilidade e eficiência à Justiça e defendeu a imprensa livre. “Não há eleições seguras e honestas sem a ação livre, presente e vigilante da imprensa, a cumprir papel determinante em benefício do poder do povo”, declarou a nova presidente do TSE.
A presidente lembrou que, nas eleições municipais deste ano, a Lei da Ficha Limpa vai estar em vigor e fez um apelo ao eleitor. “Nenhuma lei do mundo substitui a honestidade, a responsabilidade e o comprometimento do cidadão. A eleição mais segura e honesta é aquela em que cada cidadão vota limpo”, declarou.
A ministra Cármen Lúcia assumiu falando em comprometimento do cidadão.

 Fonte: Bom Dia Brasil- G1

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Agora é mostrar serviço

Após correr o risco de ficar fora do grid em 2012, a paulista Bia Figueiredo fecha acordo para acelerar na São Paulo Indy 300 e nas 500 milhas de Indianápolis.
A surpresa veio quando o grid da temporada 2012 da Fórmula Indy foi fechado. Ana Beatriz Figueiredo, a Bia, primeira brasileira a competir na categoria, estava fora da equipe Dreyer & Reinbold Racing, que ela defendeu em 2011. Bia chegou a fazer testes antes de as corridas começarem, em Sebring, mas não foi o suficiente. Então, viu-se sem carro, sem patrocínio e sem emprego, após conseguir realizar um sonho: disputar uma temporada completa – mesmo com vários incidentes – nos Estados Unidos.
A brasileira viu seus amigos Rubens Barrichelo e Tony Kanaan correrem juntos este ano na Indy com um aperto no peito. O alívio só veio na última quinta-feira, quando foi anunciada como a dona do carro número 25 da Ipiranga Andretti Autosport na São Paulo Indy 300 e nas 500 milhas de Indianápolis, no fim de abril e em maio, respectivamente.
Por telefone, dos Estados Unidos, Bia conversou e adiantou que apesar de o acordo com a Ipiranga Andretti Autosport ter sido fechado por apenas duas provas, ela tem esperança de fazer um bom trabalho e guiar em outras corridas. O desafio, entretanto será enorme. Afinal, por ter entrado na temporada em cima da hora, ela fez apenas um teste com o carro que competirá nas duas corridas.
Você fechou com a Andretti duas corridas. O negócio ficará restrito a isso?
Estou feliz porque já conseguimos fechar para essas duas corridas. Agora, vamos começar o relacionamento com a equipe Andretti Autosport e tentar conseguir mais provas. A gente nunca sabe, mas a intenção é sempre fazer mais provas e é o que eu vou tentar.
O que você pretende fazer no resto da temporada?
Acredito que após essas duas provas possam surgir oportunidade de correr em outras categorias. Mas meu trabalho estará focado na temporada de 2013, para que eu possa corrê-la por completo. Eu gosto muito daqui. Já estou nos EUA há quatro anos. E a Indy é onde eu quero ficar.
Por que não deu certo o plano de competir a temporada inteira de novo?
São vários fatores. Patrocinadores, equipes, a mudança que foi feita nos carros.. Vários motivos não nos permitiram fechar pelo ano todo. Mas vou buscar ter as portas abertas depois dessas duas oportunidades.
E como está a sua vida sem correr?
A gente sente falta, ne? Mas o trabalho fora da pista que o piloto faz é muito grande também. Não fiquei parada em nenhum momento. O trabalho de negociação e de busca de patrocínio é muito intenso. Começamos isso no ano passado e as negociações geralmente são longas até fechar acordos. E ficou tudo muito em cima da hora para acertar para a temporada inteira.
Você falou em falta de patrocínio. Por ser mulher você acaba atraindo mais mídia e, consequentemente, isso não traz mais patrocínio também?
Eu acho que o fato de ser mulher antigamente era mais valorizado. Hoje, perdemos um pouco isso. Somos  iguais aos homens. Ainda mais na Indy, que já teve várias mulheres no grid. Só faz diferença quem quiser resultado.
Ainda tem preconceito?
Aqui nos EUA, não. Os pilotos estão mais acostumados com o fato de correr com mulheres porque já convivem com isso há mais tempo.
O fato de você ter participado de uma temporada completa da Indy no ano passado incentivou outras meninas a começarem a correr?
Eu sei de algumas meninas começando no kart e algumas por minha causa. Eu sempre apoio e fico muito feliz com isso. Inclusive, são meninas de Brasília que lideram o meu fã-clube.

 Fonte: Jornal Correio Braziliense

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De onde vem a beleza?

De que adianta ser uma beldade por fora, se por dentro estamos tão podres como uma sepultura?


Ela se olha no espelho e se acha especial. Acorda pela manhã, penteia os cabelos e vai para a escola. Não se importa com o que vão falar, com o que vão pensar, e segue apenas em frente, em direção ao seu futuro.
Supatra Sasuphan é o nome dela, é tailandesa, e tem apenas 11 anos de idade. Apesar de ser tão nova, já foi alvo de bullying e muitas chacotas no colégio. Mesmo assim, tem uma beleza ímpar. Superou as palavras ofensivas, a rejeição, a tristeza e o complexo de inferioridade, que lhe rondava como um leão enlouquecido. E além de superar o que lhe deixava para baixo, tornou-se uma das garotas mais populares da escola. É uma menina exemplar e tira sempre boas notas. Faz teatro, canta, dança, brinca. Tira foto, e tem orgulho por estar no livro dos recordes, o Guinness Book.
Supatra não tem cabelos longos e loiros, como o de uma princesa da Disney, não é negra de cabelos cheios e enrolados, nem ruiva e cheia de sardinhas. Não tem olhos azuis, verdes ou cor de mel, tampouco tem a pele lisinha como a de qualquer criança da sua idade. Supatra é a menina mais peluda do mundo. O seu corpo e rosto são cobertos de pelo, o que lhe rendeu o título no livro dos recordes. Os médicos já tentaram vários tratamentos, mas nenhum foi um sucesso. Ela sofre com a síndrome de Ambras, por isso a razão de ter muitos pelos no corpo. No entanto, é mais bela do que qualquer um pode compreender. Talvez, somente ela tenha mesmo a dimensão de sua beleza. A segurança e autoconfiança da menina a motivaram a vencer o complexo de inferioridade e a tristeza pela aparência surpreendente.
O que realmente tem valor?
Vamos, então, às inúmeras perguntas: o que é a beleza? É um padrão que devemos seguir, ou o que flui de dentro de nós? Por que muitas pessoas bonitas se acham feias ou encontram alguma razão para se detestarem? Qual seria, ainda, o valor da beleza? E o que devemos levar realmente em consideração?
Se refletirmos sobre nós mesmos, poderemos responder a todas essas questões e mais algumas: Estou me preocupando demais com o meu exterior? Tenho sido uma pessoa especial para a minha família e amigos? Confio em mim mesmo? Sou seguro o bastante? Já podemos começar por aí a fazer um apanhado sobre como nos sentimos por dentro e por fora.
Parece pouco, mas isso pode influenciar em muitos aspectos de nossa vida. Afinal, de que adianta ser uma beldade por fora, se por dentro estamos tão podres como uma sepultura?
 Fonte: Arcauniversal

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PRB Mulher-DF apoia movimento militar


Militância participa de reunião com Comissão QESA
Em recente reunião realizada pela Comissão Nacional QESA Brasil, o PRB Mulher-DF marcou presença para apoiar a luta da família militar na aprovação do Projeto de Lei nº 7521/2010, que cria o Quadro de Oficiais de Apoio – QOAp no Corpo de Oficiais da Ativa do Comando da Aeronáutica, de autoria do Poder Executivo e que, atualmente, tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A presidente da militância, Telma Franco, disse que é inaceitável que as mulheres da família militar estejam longe dessa luta, “pois ela é de todos”. “O PRB Mulher-DF assume o compromisso de estar com vocês nessa caminhada. Queremos somar forças e nos colocar à disposição para alcançar a vitória. Vamos nos mobilizar para estarmos juntas nos próximos encontros com as esposas, filhas, mães”, destacou.


Essa luta é nobre, justa. Nossas bancadas do PRB no Congresso Nacional estão fechadas com vocês. Estamos confiantes de que esse equívoco administrativo cometido anos atrás pode ser reparado com a aprovação desse projeto”, disse Helen Assumpção, vice-presidente do PRB Mulher-DF, lembrando ainda ser inaceitável que um cabo precise ter 20 anos de graduação para então ser promovido a terceiro sargento. “É um absurdo”, finalizou.

Para o presidente de honra da Comissão Nacional QESA Brasil, brigadeiro Átila Maia, que também foi indicado pelo PRB para assumir a Secretaria Executiva do Ministério da Pesca e Aquicultura, a vitória só dependente dos militares. Ele chamou a atenção para que não desanimem. “Só vocês podem conseguir essa promoção, mas é importante que todos estejam envolvidos nessa luta. Incentive os companheiros que aqui não estão a continuarem firmes. Só depende de vocês.”

Neivaldo Moraes, tesoureiro da Comissão QESA, lembra que é preciso continuar a percorrer os corredores da Câmara dos Deputados e continuar as conversas com os parlamentares para que eles permaneçam sensíveis à causa. “Estaremos nos próximos dias na Câmara e vamos continuar usando recursos regimentais para ajustar o projeto na CCJ, antes de ir a plenário, mas precisamos manter a proximidade com os parlamentares para garantir a votação necessária para a aprovação”, ressaltou.

Por PRB Mulher-DF
Foto: Werles Neves

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Mulher V - Ela é disciplinada

Durante esta semana, publicaremos trechos do livro "Mulher V", de Cristiane Cardoso, para que sirvam para reflexão

"É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas."


Provérbios 31:15


Não é fácil se levantar enquanto ainda é noite lá fora. Você sente que não é hora de se levantar, como se estivesse lutando contra o bom senso quando o travesseiro lhe abraça tão perfeitamente, o colchão confortavelmente se ajusta ao seu corpo, e o edredom lhe mantém tão quentinha... Mas, são seis da manhã e você sabe que, se não se levantar logo, as coisas não vão ficar prontas a tempo. Não importa se o quarto está frio ou se o seu corpo não quer começar o dia — a sua cabeça quer.


A Mulher V é disciplinada. Ela sabe que se não organizar o seu tempo adequadamente, as coisas vão ficar por fazer. É por isso que ela levanta cedo e não perde tempo com “boas” sensações passageiras. O seu corpo não controla o seu dia, e sim a sua mente.


A Mulher V de Provérbios 31 também tinha empregadas e poderia ter se dado ao luxo de dormir até tarde... Mas é interessante notar que, apesar de ter pessoas para providenciar o alimento para sua família, ela tomou para si essa responsabilidade. Era sua obrigação, dizia respeito a ela e, para que tudo desse certo, ela mesma tinha de fazer. Ela não preparava o alimento apenas para sua família, mas também para as suas empregadas. Que mulher incrível!


Tenho certeza de que ela sempre pensava: “Se você quer que uma coisa seja bem feita, faça você mesma.” As coisas nunca saem exatamente como queremos quando delegamos as nossas responsabilidades a outras pessoas. Isso é um fato. Mas você também não pode fazer tudo sozinha — isso também é um fato. E é aí que entra a disciplina.


O que é disciplina senão uma maneira de lidar com a vida de uma maneira mais organizada?


Lembre-se de como as coisas eram na escola. Havia o diretor, a diretoria, os professores, a sala dos professores, as salas de aula, o ginásio, a lanchonete e o pátio. Também havia um sino que servia para nos avisar quando uma aula iria começar ou quando teríamos um intervalo. Todo esse sistema foi criado para nos ensinar a ter disciplina desde criança. Tínhamos medo do diretor e evitávamos ser enviados a sua sala. Tínhamos de ver a sala dos professores como um território fora do nosso alcance, e nos contentávamos em brincar ou passear no pátio. Comíamos na lanchonete e não em sala de aula ou no ginásio, pois sabíamos que estes eram lugares para se terem aulas. Dávamos ouvidos aos professores por causa da posição que ocupavam acima de nós.


É assim que a disciplina funciona. Tudo está em seu devido lugar com um propósito. A Mulher V tinha empregadas para fazer as coisas que ela não podia, mas, ainda assim, era ela quem mantinha o controle de sua casa — ao contrário de muitas mães hoje em dia, que deixam seus filhos serem criados pela babá. Eu concordo plenamente que as babás sejam necessárias, mas... para criar seus filhos? Isso não é certo.


Você não precisa ficar em casa o dia todo para criar uma criança, mas o pouco tempo que você passa em casa deveria ser o suficiente para lhe dar amor, carinho, compreensão, importantes lições de vida, e tudo aquilo que faz parte de uma boa educação.


Quando uma mulher é disciplinada, ela sabe o que é importante em sua vida. Nada vem antes de suas prioridades. Lembro-me de uma mãe que veio até mim aos prantos por causa de um arrependimento que carregava por muitos anos. Era tarde demais para mudar a situação. Os filhos já haviam crescido e a odiavam pelas frustrações que ela havia despejado sobre eles durante as poucas horas do dia que passavam juntos quando eram crianças. Na época, ela pensava que estava lhes fazendo um favor ao trabalhar duro como mãe solteira, mas na verdade ela os estava afastando. Por um tempo, ela procurou um homem que pudesse lhes dar um pouco de estabilidade em casa, mas aqueles muitos relacionamentos só fizeram com que seus filhos ficassem ainda mais fartos dela.


Tudo o que ela precisava era disciplina. Ela poderia ter trabalhado duro e ser disciplinada em relação ao seu tempo. Ela poderia ter procurado um companheiro e, ao mesmo tempo, ser disciplinada. Ela poderia ter repreendido os seus filhos de maneira disciplinada.


Tudo na vida requer disciplina. Veja os animais, a natureza, e o próprio tempo. Por que nós não seguiríamos essa que é a regra mais básica da vida?

Fonte Trecho do capítulo ”Ela é disciplinada", do livro “A mulher V – moderna, à moda antiga”, de Cristiane Cardoso

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Cuidados com os pés após uma festa

Pés inchados, doloridos, com ferimentos? Veja como tratá-los bem



PÉS INCHADOS E DOLORIDOS - Uma boa receita é preparar um escalda-pés que irá relaxar a musculatura, ativar a circulação sanguínea e aliviar as dores dessa região.
AJUDA A DESINCHAR - No fim do dia, coloque os pés para cima (pode apoiar em dois travesseiros) e faça movimentos circulares com os pés no sentido horário e anti-horário, e pra cima e pra baixo, três séries de 20 repetições de cada movimento. Além disso, você pode elevar os pés na cama e dormir com essa leve inclinação favorecendo o retorno venoso. Faça isso apenas nos dias em que estiver com os pés inchados.
PÉS COM FERIMENTOS - Para as bolhas e ferimentos são indicadas compressas frias com óleo essencial de Lavanda, que possui propriedades antibacteriana, antifúngica, sedativa (analgésica e anti-inflamatória) e regeneradora da pele. Prepare meio litro de água fria, coloque algumas pedras de gelo e pingue 6 gotas do óleo. Realize compressas com gaze por 20 minutos. As gazes devem ser trocadas assim que perderem a temperatura.
SAPATOS CONFORTÁVEIS - Sapatos fechados, saltos altos ou rasteirinhas: qual o recomendado após a folia? Ao ir trabalhar no dia seguinte, use um sapato com um leve salto, pois o de salto alto exigirá muito dos pés e a rasteirinha irá alongar demais a panturrilha. Saltos médios e sapatos confortáveis darão tempo para o seu pé se recuperar.
LIXE UMA VEZ NA SEMANA - A melhor opção é a esfoliação dos pés, que pode ser realizada apenas uma vez por semana. A lixa ou a esfoliação frequente estimula a proliferação da camada córnea (camada da pele mais superficial), o que faz com que ela fique cada vez mais espessa e com aspecto grosseiro.
Fonte: MSN Mulher


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Em caso de divórcio, a casa fica com elas



Governo anuncia mudanças em programa habitacional para favorecer o público feminino. Mas recua na proposta de punir quem não equiparar salários aos dos homens

Em edição extraordinária do Diário no Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Rousseff anunciou mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida que favorecem as chefes da família. Desde ontem, a propriedade da residência adquirida por meio do programa fica obrigatoriamente com as mulheres em caso de divórcio ou de uma dissolução de união estável. A mudança será válida para favorecidos pelo programa que tem renda de até 1,6 mil, faixa na qual o governo subsidia a maior parte do valor da casa. A decisão, que será implementada por meio de medida provisória, tem apenas duas exceções: nos casos em que a guarda dos filhos ficar exclusivamente para o marido, é o homem quem tem a garantia da residência. E, quando o contrato envolver recursos do FGTS, a regra também não valerá.
A medida dividiu opiniões. O professor de direito civil da Universidade de Brasília Frederico Viegas explica que a mudança fere dois princípios constitucionais: o da livre disposição de bens e o da dignidade da pessoa humana. “Se fosse uma doação, eu até admitiria que poderia fazer, porque seria gratuito. Mas a partir do momento em que eu coloco meu dinheiro, meu suor naquilo ali, aquilo também é meu,” defende.
O professor esclarece que, caso alguém apresente uma ação no Supremo Tribunal Federal, medida pode ser questionada pela Corte. Viegas acredita que a mudança pode ter impacto negativo nas relações familiares. “As pessoas não vão querer se separar para não perder a casa. É muito preocupante questões familiares estarem ligadas a patrimoniais”.
A major da Polícia Militar Pricilla Azevedo, 34 anos, é a primeira brasileira a receber o Prêmio Internacional Mulheres de Coragem, do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A premiação foi entregue ontem, pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e a primeira dama, Michelle Obama. Pricilla atuou como comandante da primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro e, atualmente, é coordenadora-geral de programas estratégicos da Secretaria de Segurança Pública fluminense. A oficial se emocionou ao receber a homenagem no Dia da Mulher e agradeceu à comunidade da Favela Santa Marta pelo apoio. “Tenho muito orgulho de ser um exemplo para aquelas mulheres e fico muito feliz de ver que muitas delas, que eram submissas, hoje se colocam na comunidade”, disse. A major comandou a UPP de Santa Marta por dois anos e meio, período em que enfrentou traficantes e sofreu um sequestro relâmpago. Desde 2007, os EUA premiaram 46 mulheres de 34 países.

 Fonte: Correio Braziliense




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Saiba como é a vida de uma comandante de avião

Karina Buchalla, de 32 anos, tem um cargo cobiçado por muitos homens e pilota aeronaves como o Airbus 320
Apaixonada por aviação desde criança, Karina Buchalla sempre soube que queria viver nas alturas. Mas para chegar a ser comandante em uma grande companhia aérea, foi necessária boa dose de perseverança. Aos 32 anos, Karina conta que teve de vencer preconceitos no início de sua carreira para conquistar seu espaço na aviação.
“Já sofri muito preconceito em companhias menores. Demorei muito para conseguir emprego, trabalhava de graça em aviações pequenas porque ninguém queria me dar emprego”, diz Karina. “Algumas empresas menores não aceitavam mulheres com medo de que poderiam engravidar, por exemplo.” 
Mas desistir não estava nos planos de Karina, que cresceu admirando a profissão do pai, hoje um comandante aposentado. “Desde pequena sempre me senti melhor dentro de avião que em qualquer outro lugar. Sabia que era isso que eu queria”, conta.
Ela começou na aviação quando tinha 16 anos, voando em aviões particulares e taxi aéreo. Já sua carreira comercial foi construída na TAM, empresa onde atua há quase dois anos como comandante em voos nacionais. Ao todo, Karina tem quase oito anos de TAM.
“Nunca tive nenhum caso de preconceito na TAM”, diz a comandante. “Às vezes você sente que é um pouco mais observada pelos próprios colegas por ser mulher”, afirma. “Mas sempre fui muito bem recebida, voei com muitos comandantes experientes que me ensinaram muita coisa. Depende da cabeça de cada um.”
Dos passageiros, ela conta que recebe mais elogios que críticas. “A maioria sai me cumprimentando. Alguns confessam no fim do voo: ‘entrei no avião com medo, mas gostei. Voo com mulher é mais cuidadoso’”, diz.
“Fico muito satisfeita quando o passageiro sai feliz da vida. O piloto é vaidoso, a gente gosta de fazer o melhor sempre. Um pouso suave faz bem para o ego”, conta a comandante.
Pelo Brasil e pelo mundo
Antes de ser promovida a comandante, Karina foi copilota em voos nacionais e internacionais da companhia e voou Fokker-100, que tinha capacidade para 108 pessoas, além de Airbus modelos 319 (144 assentos), 320 (até 174 assentos) e 330 (até 213 assentos).
Enquanto era copilota de voos internacionais, Karina fez faculdade de aviação civil na Academia de Serviços da TAM, que oferece o curso em parceria com uma universidade. “A vida na internacional é um pouco mais tranquila, nessa época tinha uma vida mais social”, diz.
Como o piloto pode voar no máximo 85 horas por mês, ela conta que cerca de três viagens internacionais de ida e volta para Paris, por exemplo, já são suficientes para ficar próximo do limite. “Você tem um intervalo um pouco maior entre um voo e outro”, conta Karina.
De volta aos voos nacionais, agora como comandante, é preciso um pouco mais de jogo de cintura para conciliar vida pessoal com o trabalho. “Como as etapas são curtas, é mais cansativo. Você fica em geral seis dias voando de norte a sul do País, de Foz do Iguaçu a Manaus”, conta. Além disso, também é preciso dedicar tempo a cursos de aperfeiçoamento e exames.
Descanso e vida em família
O segredo para conseguir cumprir com as exigências da profissão, segundo Karina, é equilibrar bem as atividades. “Priorizo o descanso, alimentação adequada e procuro fazer academia, para estar com a saúde em dia e também para desestressar”, diz. “Pilotar é uma responsabilidade grande e por isso temos de estar bem descansados”, afirma. “Por isso também voamos sempre em dois, comandante e copiloto.”
Com uma profissão que exige tanta dedicação, Karina conta que ainda pensa como vai fazer para ter filhos. “Tem que ser uma coisa muito estruturada e planejada”, diz. “Eu não quero largar a carreira, de maneira nenhuma, sempre esteve em primeiro lugar. Se eu tiver de escolher entre ser comandante ou ser mãe, prefiro ser comandante”, afirma Karina, recém-casada com um comandante da TAM.
Nas conversas em família, é impossível escapar dos temas ligados à aviação. Além do pai e do marido, o irmão mais velho de Karina trabalha como copiloto. “Minha mãe já acostumou, não tem jeito. É muito gostoso, porque hoje a baixinha é toda orgulhosa de mim.”
 Fonte: Portal IG
No Dia Internacional da Mulher, registro meu reconhecimento a todas a mulheres, que com tanto zelo e dedicação têm contribuído para um país melhor sendo profissionais. Estendo minhas homenagens a todas as mulheres brasileiras, independente da cor , classe social e religião.
Ricardo Quirino

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